A apneia do sono é uma condição séria que pode impactar significativamente sua qualidade de vida, causando sonolência diurna, cansaço excessivo e aumentando o risco de doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações graves.
Minha jornada na Medicina começou em 2010, quando me formei pela PUC-PR. Após muita reflexão, optei por fazer Residência em Otorrinolaringologia, uma área que oferece um equilíbrio entre a prática clínica e a cirúrgica. Concluí a Residência pela Santa Casa de Curitiba em 2014 e, durante algum tempo, procurei me especializar em alguma subárea da Otorrinolaringologia.
Em 2017, surgiu uma oportunidade inesperada: ingressei na Força Aérea Brasileira como médica militar temporária, onde permaneci por sete anos. Esse período foi marcado por um imenso aprendizado, no qual descobri a importância da adaptação e da resiliência.
Nos últimos anos de atuação, percebi um aumento significativo nas queixas relacionadas ao sono, especialmente sobre ronco e apneia. Foi então que, depois de quase 10 anos de busca, finalmente encontrei a área que realmente me apaixonava. Em 2024, decidi me aprofundar e comecei uma pós-graduação em Medicina do Sono pelo Instituto de Ensino Albert Einstein. Estudar mais sobre essa área tem sido encantador, e poder ajudar adultos, e principalmente crianças, a dormirem melhor é extremamente gratificante e recompensador.
Não, roncar não é normal, tanto para crianças quanto para adultos. É necessária uma avaliação médica, pois o ronco pode ser um sintoma de apneia do sono.
A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença crônica e progressiva caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, o que provoca paradas temporárias e repetidas da respiração durante o sono. A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam.
A apneia pode ocorrer por diversos fatores, como: músculos da garganta e língua relaxarem mais do que o normal, amídalas e adenóides aumentadas, excesso de peso (o tecido mole adicional na garganta dificulta a passagem do ar) ou uma anatomia de cabeça e pescoço que reduz o espaço para a passagem de ar.
Além de causar sonolência excessiva diurna e fadiga, a apneia do sono está associada a condições graves como hipertensão arterial, arritmias cardíacas e diabetes mellitus.
O diagnóstico é confirmado por meio da polissonografia, que avalia a gravidade da apneia, classificando-a como leve, moderada ou grave. Este exame pode ser realizado em um laboratório do sono ou em casa (domiciliar).
O tratamento é individualizado. Embora o CPAP seja o padrão-ouro, existem outras opções terapêuticas, dependendo do caso e da gravidade.
As opções incluem aparelhos intraorais, fonoterapia, cirurgia (faringoplastia) e terapia posicional. Geralmente, uma combinação de tratamentos é feita de forma personalizada.
A septoplastia pode melhorar a respiração nasal e, em alguns casos, reduzir o ronco.
Sim, crianças a partir de 2 anos podem ser operadas, dependendo das condições clínicas. A cirurgia para remoção de adenóides e amígdalas pode melhorar significativamente a qualidade de vida da criança.
A apneia do sono em crianças pode causar problemas comportamentais, como hiperatividade, déficit de atenção e agressividade, além de impactar o crescimento e o desenvolvimento adequado da face.
Essa versão foca na clareza das informações, respeitando o contexto médico e facilitando a compreensão do público.